na periferia da cinelândia

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Mudando de casa

cineorly

Para os conhecidos e anônimos que eu gostaria de conhecer, fica aqui o novo endereço do Cine Orly, que muda de casa, mas continua igualzinho como o reflexo num espelho:

http://cineorly.info/

Atualizem os feeds e os links. A gente se encontra por lá!

Abs,

Geo.

inspiração via overmundo

ou cinema-processo e cinema possível. os links valem a leitura.

e falando em overmundo, vi o hermano vianna, escondidinho no canto do lado b, assistindo a apresentação do cirko synema

ô, que deleuze!

gillesdeleuze

descobri que ele sempre me ligava e eu, boba, nunca atendia.

Interview Project, David Lynch

O novo projeto de Lynch já começou: Entevistando uma série de norte-americanos anônimos e questionando-os sobre coisas triviais o cineasta vai soltando uma nova entrevista a cada três dias, processo que durará um ano, pretendendo simplesmente captar “algo humano, do qual não podemos ficar longe”.

A primeira entrevista foi publicada hoje no site oficial.

Para maiores informações, passe na cabala, siga o mestre ou o twitter do projeto.

Protocolo Gondry

 

Pra quem ainda não sabe a Rebobine, Por Favor – A Exposição já tem data marcada (e próxima)pra aportar no Rio de Janeiro: o próximo dia 09. Será um mês de exposição acompanhada de uma mostra de filmes com programação ainda não confirmada e com a presença de Michel Gondry. A entrada é gratuita e o bônus é poder se inscrever através do site oficial ou diretamente no CCBB para poder usar os 13 cenários e gravar um filme utilizando o material à disposição. É bom levar o roteiro preparado: A edição precisa ser feita na própria câmera e sua equipe tem cerca de 20 minutos para realizar todo o processo.
Deixando de lado o tom “utilidade pública” retomemos uns pontos que já foram debatidos por aqui e o motivo da real empolgação com a iniciativa de Gondry,amarrando algumas idéias que não estavam muito claras quando surgiu aqui a primeira tentativa de entender o Protocolo de Rebobine, Por Favor agora chamado de Protocolo Gondry: A possibilidade de desmistificar a prática cinematográfica do processo industrial. Relatando a experiência na direção de seu último longa, e desmembrando o trabalho num livro e numa exposição, o diretor francês põe em discussão a possibilidade de se fazer cinema em grupo e com poucos recursos, abrindo mão da concentração de poderes do diretor clássico, delegando a um grupo a força criativa de um filme e, reiterando, o contato de pessoas comuns com a prática audiovisual, fato que vem nos instigando a participar de oficinas de – chamemos assim – contato com o audiovisual. Já foram duas as minhas experiências com esse tipo de oficina cujo espírito é menos o de formar um cineasta do que o de promover a experimentação do fazer fílmico. 
Depois de um tempo escrevendo críticas cinematográficas e tentando me enquadrar no modelo desse tipo de textos, percebi que meu raciocínio pendia mais para o que se poderia chamar de uma linha antropológica de entendimento dos filmes, questionando tanto técnica quanto conteúdo em um sentido mais amplo, ligado à sensibilidade e o vigor da mensagem final. E nesse ponto as oficinas foram importantes porque me levaram a compreender que estar inserido no que hoje parece ser a esfera do debate e da sociabilidade é também conhecer o funcionamento da indústria midiática , desmitificando (novamente esta palavra) a sensação de estarmos diante de produtos que foram feitos por ninguém, sem que se saiba exatamente como ou com que intenção, simplesmente porque não somos levados a encarar os filmes (e as novelas, os telejornais, as propagandas, etc) dessa maneira.
Quando Gondry, diretor consagrado, propõe uma discussão ao mesmo tempo prática e lúdica sobre a produção cinematográfica barata e envolvendo pessoas comuns, ou seja, que não fazem parte da massa que produz cinema abre-se uma brecha para pensarmos os filmes para além de seu caráter de entretenimento e também como a conquista de um espaço de fala, como acontece ao final de Rebobine, Por Favor –O Filme quando todo bairro onde se localiza a locadora do senhor Fletcher se envolve na produção de um filme que mostrará a história da comunidade recriada a partir das escolhas dos próprios moradores. 
 É bom que se diga que este bloguinho não faz apologia ao extermínio dos filmes comerciais (até porque Rebobine é um deles, assim como muitos outros de que gostamos) e tampouco esperamos que o cinema transforme-se apenas numa ferramenta para reflexão de coisas profundas e sérias. Queremos apenas que ele seja algo mais cotidiano, tipo, de se comer com farinha enquanto se debate com os amigos sobre como fazê-lo.

Pra quem ainda não sabe a Rebobine, Por Favor – A Exposição já tem data marcada (e próxima) para aportar no Rio de Janeiro: o próximo dia 09. Será um mês de exposição acompanhada de uma mostra de filmes com programação ainda não confirmada e com a presença de Michel Gondry. A entrada é gratuita e o bônus é poder se inscrever através do site oficial ou diretamente no CCBB para poder usar os 13 cenários e gravar um filme utilizando o material à disposição. É bom levar o roteiro preparado: A edição precisa ser feita na própria câmera e sua equipe tem cerca de 20 minutos para realizar todo o processo.

Deixando de lado o tom “utilidade pública” retomemos uns pontos que já foram debatidos por aqui e o motivo da real empolgação com a iniciativa de Gondry,amarrando algumas idéias que não estavam muito claras quando surgiu aqui a primeira tentativa de entender o Protocolo de Rebobine, Por Favor agora chamado de Protocolo Gondry: A possibilidade de desmistificar a prática cinematográfica do processo industrial. Relatando a experiência na direção de seu último longa, e desmembrando o trabalho num livro e numa exposição, o diretor francês põe em discussão a possibilidade de se fazer cinema em grupo e com poucos recursos, abrindo mão da concentração de poderes do diretor clássico, delegando a um grupo a força criativa de um filme e, reiterando, o contato de pessoas comuns com a prática audiovisual, fato que vem nos instigando a participar de oficinas de – chamemos assim – contato com o audiovisual. Já foram duas as minhas experiências com esse tipo de oficina cujo espírito é menos o de formar um cineasta do que o de promover a experimentação do fazer fílmico. 

Depois de um tempo escrevendo críticas cinematográficas e tentando me enquadrar no modelo desse tipo de textos, percebi que meu raciocínio pendia mais para o que se poderia chamar de uma linha antropológica de entendimento dos filmes, questionando tanto técnica quanto conteúdo em um sentido mais amplo, ligado à sensibilidade e o vigor da mensagem final. E nesse ponto as oficinas foram importantes porque me levaram a compreender que estar inserido no que hoje parece ser a esfera do debate e da sociabilidade é também conhecer o funcionamento da indústria midiática , desmitificando (novamente esta palavra) a sensação de estarmos diante de produtos que foram feitos por ninguém, sem que se saiba exatamente como ou com que intenção, simplesmente porque não somos levados a encarar os filmes (e as novelas, os telejornais, as propagandas, etc) dessa maneira.

Quando Gondry, diretor consagrado, propõe uma discussão ao mesmo tempo prática e lúdica sobre a produção cinematográfica barata e envolvendo pessoas comuns, ou seja, que não fazem parte da massa que produz cinema abre-se uma brecha para pensarmos os filmes para além de seu caráter de entretenimento e também como a conquista de um espaço de fala, como acontece ao final de Rebobine, Por Favor –O Filme quando todo bairro onde se localiza a locadora do senhor Fletcher se envolve na produção de um filme que mostrará a história da comunidade recriada a partir das escolhas dos próprios moradores. 

 É bom que se diga que este bloguinho não faz apologia ao extermínio dos filmes comerciais (até porque Rebobine é um deles, assim como muitos outros de que gostamos) e tampouco esperamos que o cinema transforme-se apenas numa ferramenta para reflexão de coisas profundas e sérias. Queremos apenas que ele seja algo mais cotidiano, tipo, de se comer com farinha enquanto se debate com os amigos sobre como fazê-lo mesmo sem dinheiro.

Oficina de Microfilmes

Nesta sexta embarcaremos numa outra: ajudar a construir uma oficina dos hoje chamados micro filmes, um nome mais lustroso para filmes gravados com celulares e câmeras fotográficas. Com duração curta (entre 1 e 5 minutos) eles ajudam a experimentar a linguagem, assim como a prática de elaboração de um filme (ainda que micro) em todos os seus processos. A oficina acontecerá em dois encontros: no primeiro a conversa, o brainstorm, a coleta do material bruto; no segundo: edição, montagem e confraternização (porque a socialização também é parte do processo)

Pra entender melhor o tom da oficina pense na seguinte mistura:

1) Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual

2) Manifesto da Companhia Brasileira de Cinema Barato

3) O Filme do Filme Roubado do Roubo da Loja de Filmes

Sacou?

Mais uma temporada ou menos uma?

Me dei conta de que Lost está chegando a última temporada e de repente toda aquela raiva por saber que esperaríamos 6 anos pra desamarrar os nós apertados pela equipe de roteiristas comandada por JJ Abrams se transformou numa tristezinha incômoda. Ainda mais agora que a trama saiu de dentro das estações Dharma pra uma espécie de templo mitológico, e na tentativa de tentar prever pelo menos os rumos de uma série de televisão, vai ser preciso ler algumas historinhas da mitologia greco-romana, os pais da narrativa ocidental, e tudo ficou ainda mais interessante.

Não faço parte da turma gigantesca que tenta encontrar coerência no super fluxo de referências que o seriado despeja a cada episódio, e me detenho a acompanhar a trama boquiaberta com a força criativa do roteiro que vem segurando uma legião de fãs. Mas há também uma pá de gente que vive indiferente ao fenômeno e eu não to aqui pra convencer ninguém do contrário. Só vim aqui pra listar as 5 coisas que mais gosto em Lost porque este último episódio me inspirou um sentimento de nostalgia pelo o que eu ainda não vi:

5. O suspense: quem é que não tá curioso pra saber como a série vai terminar e aguenta até os episódios menos inspirados só pra poder juntar as peças no final?

4. O monstro de fumaça: nada melhor do que um enigma e não um bandido (ou mocinho?) tradicional.

estatua_lost

3.O projeto Dharma; a sombra da estátua; o pêndulo de Foucault; o misticismo; a ilha como lugar onde (pode ser que) o tempo seja controlado no mundo enquanto energia física;e todas essas referências esdrúxulas como o urso polar e o Rodrigo Santoro ter sido enterrado vivo.

2. O vai-e-vem do roteiro ou o embaralhamento da linha temporal: porque ser historiador tem desses fetiches, e o prazer de ir buscar na memória aquela cena da primeira temporada e ter que ler um texto sobre viagens no tempo ou física, não tem preço!

1. A experiência: você, amigo lostmaníaco, não se sente parte de uma espécie de experiência da indústria do entretenimento? E isso não parece superbacana?

OBS: Será que o lápis de olho do Richard tem alguma ligação com o fato dele ser um remanescente egípcio ou até o próprio deus-sol, Rá!

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Pensem nisso ok beijo.

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