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Protocolo Gondry

 

Pra quem ainda não sabe a Rebobine, Por Favor – A Exposição já tem data marcada (e próxima)pra aportar no Rio de Janeiro: o próximo dia 09. Será um mês de exposição acompanhada de uma mostra de filmes com programação ainda não confirmada e com a presença de Michel Gondry. A entrada é gratuita e o bônus é poder se inscrever através do site oficial ou diretamente no CCBB para poder usar os 13 cenários e gravar um filme utilizando o material à disposição. É bom levar o roteiro preparado: A edição precisa ser feita na própria câmera e sua equipe tem cerca de 20 minutos para realizar todo o processo.
Deixando de lado o tom “utilidade pública” retomemos uns pontos que já foram debatidos por aqui e o motivo da real empolgação com a iniciativa de Gondry,amarrando algumas idéias que não estavam muito claras quando surgiu aqui a primeira tentativa de entender o Protocolo de Rebobine, Por Favor agora chamado de Protocolo Gondry: A possibilidade de desmistificar a prática cinematográfica do processo industrial. Relatando a experiência na direção de seu último longa, e desmembrando o trabalho num livro e numa exposição, o diretor francês põe em discussão a possibilidade de se fazer cinema em grupo e com poucos recursos, abrindo mão da concentração de poderes do diretor clássico, delegando a um grupo a força criativa de um filme e, reiterando, o contato de pessoas comuns com a prática audiovisual, fato que vem nos instigando a participar de oficinas de – chamemos assim – contato com o audiovisual. Já foram duas as minhas experiências com esse tipo de oficina cujo espírito é menos o de formar um cineasta do que o de promover a experimentação do fazer fílmico. 
Depois de um tempo escrevendo críticas cinematográficas e tentando me enquadrar no modelo desse tipo de textos, percebi que meu raciocínio pendia mais para o que se poderia chamar de uma linha antropológica de entendimento dos filmes, questionando tanto técnica quanto conteúdo em um sentido mais amplo, ligado à sensibilidade e o vigor da mensagem final. E nesse ponto as oficinas foram importantes porque me levaram a compreender que estar inserido no que hoje parece ser a esfera do debate e da sociabilidade é também conhecer o funcionamento da indústria midiática , desmitificando (novamente esta palavra) a sensação de estarmos diante de produtos que foram feitos por ninguém, sem que se saiba exatamente como ou com que intenção, simplesmente porque não somos levados a encarar os filmes (e as novelas, os telejornais, as propagandas, etc) dessa maneira.
Quando Gondry, diretor consagrado, propõe uma discussão ao mesmo tempo prática e lúdica sobre a produção cinematográfica barata e envolvendo pessoas comuns, ou seja, que não fazem parte da massa que produz cinema abre-se uma brecha para pensarmos os filmes para além de seu caráter de entretenimento e também como a conquista de um espaço de fala, como acontece ao final de Rebobine, Por Favor –O Filme quando todo bairro onde se localiza a locadora do senhor Fletcher se envolve na produção de um filme que mostrará a história da comunidade recriada a partir das escolhas dos próprios moradores. 
 É bom que se diga que este bloguinho não faz apologia ao extermínio dos filmes comerciais (até porque Rebobine é um deles, assim como muitos outros de que gostamos) e tampouco esperamos que o cinema transforme-se apenas numa ferramenta para reflexão de coisas profundas e sérias. Queremos apenas que ele seja algo mais cotidiano, tipo, de se comer com farinha enquanto se debate com os amigos sobre como fazê-lo.

Pra quem ainda não sabe a Rebobine, Por Favor – A Exposição já tem data marcada (e próxima) para aportar no Rio de Janeiro: o próximo dia 09. Será um mês de exposição acompanhada de uma mostra de filmes com programação ainda não confirmada e com a presença de Michel Gondry. A entrada é gratuita e o bônus é poder se inscrever através do site oficial ou diretamente no CCBB para poder usar os 13 cenários e gravar um filme utilizando o material à disposição. É bom levar o roteiro preparado: A edição precisa ser feita na própria câmera e sua equipe tem cerca de 20 minutos para realizar todo o processo.

Deixando de lado o tom “utilidade pública” retomemos uns pontos que já foram debatidos por aqui e o motivo da real empolgação com a iniciativa de Gondry,amarrando algumas idéias que não estavam muito claras quando surgiu aqui a primeira tentativa de entender o Protocolo de Rebobine, Por Favor agora chamado de Protocolo Gondry: A possibilidade de desmistificar a prática cinematográfica do processo industrial. Relatando a experiência na direção de seu último longa, e desmembrando o trabalho num livro e numa exposição, o diretor francês põe em discussão a possibilidade de se fazer cinema em grupo e com poucos recursos, abrindo mão da concentração de poderes do diretor clássico, delegando a um grupo a força criativa de um filme e, reiterando, o contato de pessoas comuns com a prática audiovisual, fato que vem nos instigando a participar de oficinas de – chamemos assim – contato com o audiovisual. Já foram duas as minhas experiências com esse tipo de oficina cujo espírito é menos o de formar um cineasta do que o de promover a experimentação do fazer fílmico. 

Depois de um tempo escrevendo críticas cinematográficas e tentando me enquadrar no modelo desse tipo de textos, percebi que meu raciocínio pendia mais para o que se poderia chamar de uma linha antropológica de entendimento dos filmes, questionando tanto técnica quanto conteúdo em um sentido mais amplo, ligado à sensibilidade e o vigor da mensagem final. E nesse ponto as oficinas foram importantes porque me levaram a compreender que estar inserido no que hoje parece ser a esfera do debate e da sociabilidade é também conhecer o funcionamento da indústria midiática , desmitificando (novamente esta palavra) a sensação de estarmos diante de produtos que foram feitos por ninguém, sem que se saiba exatamente como ou com que intenção, simplesmente porque não somos levados a encarar os filmes (e as novelas, os telejornais, as propagandas, etc) dessa maneira.

Quando Gondry, diretor consagrado, propõe uma discussão ao mesmo tempo prática e lúdica sobre a produção cinematográfica barata e envolvendo pessoas comuns, ou seja, que não fazem parte da massa que produz cinema abre-se uma brecha para pensarmos os filmes para além de seu caráter de entretenimento e também como a conquista de um espaço de fala, como acontece ao final de Rebobine, Por Favor –O Filme quando todo bairro onde se localiza a locadora do senhor Fletcher se envolve na produção de um filme que mostrará a história da comunidade recriada a partir das escolhas dos próprios moradores. 

 É bom que se diga que este bloguinho não faz apologia ao extermínio dos filmes comerciais (até porque Rebobine é um deles, assim como muitos outros de que gostamos) e tampouco esperamos que o cinema transforme-se apenas numa ferramenta para reflexão de coisas profundas e sérias. Queremos apenas que ele seja algo mais cotidiano, tipo, de se comer com farinha enquanto se debate com os amigos sobre como fazê-lo mesmo sem dinheiro.

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1 comentário»

  joao~grando wrote @

Um suspiro do Rio Grande do Sul.


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