na periferia da cinelândia

hable con ella: cineorlyarrobagmailpontocom

Arquivo para críticas

Mudando de casa

cineorly

Para os conhecidos e anônimos que eu gostaria de conhecer, fica aqui o novo endereço do Cine Orly, que muda de casa, mas continua igualzinho como o reflexo num espelho:

http://cineorly.info/

Atualizem os feeds e os links. A gente se encontra por lá!

Abs,

Geo.

inspiração via overmundo

ou cinema-processo e cinema possível. os links valem a leitura.

e falando em overmundo, vi o hermano vianna, escondidinho no canto do lado b, assistindo a apresentação do cirko synema

Protocolo Gondry

 

Pra quem ainda não sabe a Rebobine, Por Favor – A Exposição já tem data marcada (e próxima)pra aportar no Rio de Janeiro: o próximo dia 09. Será um mês de exposição acompanhada de uma mostra de filmes com programação ainda não confirmada e com a presença de Michel Gondry. A entrada é gratuita e o bônus é poder se inscrever através do site oficial ou diretamente no CCBB para poder usar os 13 cenários e gravar um filme utilizando o material à disposição. É bom levar o roteiro preparado: A edição precisa ser feita na própria câmera e sua equipe tem cerca de 20 minutos para realizar todo o processo.
Deixando de lado o tom “utilidade pública” retomemos uns pontos que já foram debatidos por aqui e o motivo da real empolgação com a iniciativa de Gondry,amarrando algumas idéias que não estavam muito claras quando surgiu aqui a primeira tentativa de entender o Protocolo de Rebobine, Por Favor agora chamado de Protocolo Gondry: A possibilidade de desmistificar a prática cinematográfica do processo industrial. Relatando a experiência na direção de seu último longa, e desmembrando o trabalho num livro e numa exposição, o diretor francês põe em discussão a possibilidade de se fazer cinema em grupo e com poucos recursos, abrindo mão da concentração de poderes do diretor clássico, delegando a um grupo a força criativa de um filme e, reiterando, o contato de pessoas comuns com a prática audiovisual, fato que vem nos instigando a participar de oficinas de – chamemos assim – contato com o audiovisual. Já foram duas as minhas experiências com esse tipo de oficina cujo espírito é menos o de formar um cineasta do que o de promover a experimentação do fazer fílmico. 
Depois de um tempo escrevendo críticas cinematográficas e tentando me enquadrar no modelo desse tipo de textos, percebi que meu raciocínio pendia mais para o que se poderia chamar de uma linha antropológica de entendimento dos filmes, questionando tanto técnica quanto conteúdo em um sentido mais amplo, ligado à sensibilidade e o vigor da mensagem final. E nesse ponto as oficinas foram importantes porque me levaram a compreender que estar inserido no que hoje parece ser a esfera do debate e da sociabilidade é também conhecer o funcionamento da indústria midiática , desmitificando (novamente esta palavra) a sensação de estarmos diante de produtos que foram feitos por ninguém, sem que se saiba exatamente como ou com que intenção, simplesmente porque não somos levados a encarar os filmes (e as novelas, os telejornais, as propagandas, etc) dessa maneira.
Quando Gondry, diretor consagrado, propõe uma discussão ao mesmo tempo prática e lúdica sobre a produção cinematográfica barata e envolvendo pessoas comuns, ou seja, que não fazem parte da massa que produz cinema abre-se uma brecha para pensarmos os filmes para além de seu caráter de entretenimento e também como a conquista de um espaço de fala, como acontece ao final de Rebobine, Por Favor –O Filme quando todo bairro onde se localiza a locadora do senhor Fletcher se envolve na produção de um filme que mostrará a história da comunidade recriada a partir das escolhas dos próprios moradores. 
 É bom que se diga que este bloguinho não faz apologia ao extermínio dos filmes comerciais (até porque Rebobine é um deles, assim como muitos outros de que gostamos) e tampouco esperamos que o cinema transforme-se apenas numa ferramenta para reflexão de coisas profundas e sérias. Queremos apenas que ele seja algo mais cotidiano, tipo, de se comer com farinha enquanto se debate com os amigos sobre como fazê-lo.

Pra quem ainda não sabe a Rebobine, Por Favor – A Exposição já tem data marcada (e próxima) para aportar no Rio de Janeiro: o próximo dia 09. Será um mês de exposição acompanhada de uma mostra de filmes com programação ainda não confirmada e com a presença de Michel Gondry. A entrada é gratuita e o bônus é poder se inscrever através do site oficial ou diretamente no CCBB para poder usar os 13 cenários e gravar um filme utilizando o material à disposição. É bom levar o roteiro preparado: A edição precisa ser feita na própria câmera e sua equipe tem cerca de 20 minutos para realizar todo o processo.

Deixando de lado o tom “utilidade pública” retomemos uns pontos que já foram debatidos por aqui e o motivo da real empolgação com a iniciativa de Gondry,amarrando algumas idéias que não estavam muito claras quando surgiu aqui a primeira tentativa de entender o Protocolo de Rebobine, Por Favor agora chamado de Protocolo Gondry: A possibilidade de desmistificar a prática cinematográfica do processo industrial. Relatando a experiência na direção de seu último longa, e desmembrando o trabalho num livro e numa exposição, o diretor francês põe em discussão a possibilidade de se fazer cinema em grupo e com poucos recursos, abrindo mão da concentração de poderes do diretor clássico, delegando a um grupo a força criativa de um filme e, reiterando, o contato de pessoas comuns com a prática audiovisual, fato que vem nos instigando a participar de oficinas de – chamemos assim – contato com o audiovisual. Já foram duas as minhas experiências com esse tipo de oficina cujo espírito é menos o de formar um cineasta do que o de promover a experimentação do fazer fílmico. 

Depois de um tempo escrevendo críticas cinematográficas e tentando me enquadrar no modelo desse tipo de textos, percebi que meu raciocínio pendia mais para o que se poderia chamar de uma linha antropológica de entendimento dos filmes, questionando tanto técnica quanto conteúdo em um sentido mais amplo, ligado à sensibilidade e o vigor da mensagem final. E nesse ponto as oficinas foram importantes porque me levaram a compreender que estar inserido no que hoje parece ser a esfera do debate e da sociabilidade é também conhecer o funcionamento da indústria midiática , desmitificando (novamente esta palavra) a sensação de estarmos diante de produtos que foram feitos por ninguém, sem que se saiba exatamente como ou com que intenção, simplesmente porque não somos levados a encarar os filmes (e as novelas, os telejornais, as propagandas, etc) dessa maneira.

Quando Gondry, diretor consagrado, propõe uma discussão ao mesmo tempo prática e lúdica sobre a produção cinematográfica barata e envolvendo pessoas comuns, ou seja, que não fazem parte da massa que produz cinema abre-se uma brecha para pensarmos os filmes para além de seu caráter de entretenimento e também como a conquista de um espaço de fala, como acontece ao final de Rebobine, Por Favor –O Filme quando todo bairro onde se localiza a locadora do senhor Fletcher se envolve na produção de um filme que mostrará a história da comunidade recriada a partir das escolhas dos próprios moradores. 

 É bom que se diga que este bloguinho não faz apologia ao extermínio dos filmes comerciais (até porque Rebobine é um deles, assim como muitos outros de que gostamos) e tampouco esperamos que o cinema transforme-se apenas numa ferramenta para reflexão de coisas profundas e sérias. Queremos apenas que ele seja algo mais cotidiano, tipo, de se comer com farinha enquanto se debate com os amigos sobre como fazê-lo mesmo sem dinheiro.

Oficina de Microfilmes

Nesta sexta embarcaremos numa outra: ajudar a construir uma oficina dos hoje chamados micro filmes, um nome mais lustroso para filmes gravados com celulares e câmeras fotográficas. Com duração curta (entre 1 e 5 minutos) eles ajudam a experimentar a linguagem, assim como a prática de elaboração de um filme (ainda que micro) em todos os seus processos. A oficina acontecerá em dois encontros: no primeiro a conversa, o brainstorm, a coleta do material bruto; no segundo: edição, montagem e confraternização (porque a socialização também é parte do processo)

Pra entender melhor o tom da oficina pense na seguinte mistura:

1) Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual

2) Manifesto da Companhia Brasileira de Cinema Barato

3) O Filme do Filme Roubado do Roubo da Loja de Filmes

Sacou?

Na Coletiva de Budapeste

 

Aconteceu nesta terça a coletiva de Budapeste, uma das estréias nacionais mais aguardadas do mês de maio. Dirigido por Walter Carvalho e baseado no romance do escritor/compositor Chico Buarque conta a história do “ghost writer” José Costa cuja vida acaba sensivelmente alterada depois de uma parada forçada na cidade de Budapeste, capital da Hungria, cujo idioma – o húngaro – se transforma em uma espécie de obsessão e refúgio numa vida até então sem grandes surpresas. Estiveram presentes, além do diretor, a roteirista e produtora Rita Buzzar e o trio de protagonistas Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli e Gabriella Hármori. 
Na chegada Giovanna mostrou-se muito simpática, assim como a húngara Gabriella que apesar da barreira do idioma foi bastante solícita. E como não poderia deixar de ser, a distância entre português e húngaro foi o tema da primeira pergunta dirigida ao protagonista Leonardo Medeiros que reiterou o que já havia dito em entrevistas anteriores sobre ter se limitado a compreender e interpretar da melhor maneira possível as falas de Costa, descobrindo logo de cara que não poderia aprender a língua húngara em 100 lições. O ator fez uma analogia entre o mistério desse idioma pertencente à família das línguas urálicas e a cadência da poesia.
Logo em seguida iniciou-se um debate a respeito da dualidade cinema comercial/cinema autoral, ao que Walter Carvalho respondeu que a carga autoral presente na confecção de Budapeste é grande e ultrapassa inclusive a sua função de diretor, já que está presente na produção do roteiro e até na singularidade de cada interpretação. Rita Buzzar, participando desta discussão, limitou-se a dizer que existem bons filmes e nada mais, sejam eles classificados como comerciais ou de autor. Ela prossegue afirmando que “cinema é risco” e que o sucesso não se pode prever, e exemplificando o fato fala da disparidade entre a quantidade de filmes lançados no espaço de um ano e a quantidade “daqueles que marcam sua permanência no imaginário do espectador comum”; e ainda sobre este espectador, Rita afirma que “é preciso produzir filmes com olhos generosos para conquistar o mundo”, e não apenas para agradar os amigos.
A discussão sobre autoria continua com uma segunda pergunta e Walter fala então sobre o plano cinematográfico como expressão do autor, já que “o plano define o cinema” nas palavras dele. O lugar que a câmera ocupa é a afirmação daquilo que o diretor gostaria de mostrar e “o ponto de vista é um território conquistado”, e é nesta atitude de conquista que reside a autoria.
Em seguida Gabriella Hármori é questionada sobre alguma dificuldade na interpretação da obra – ainda seguindo a linha da diferença entre os idiomas – e conta que uma tradução lhe foi entregue e que durante o processo de testes ela esteve em Paris e encontrou o livro entre os dez mais lidos. Sobre ter sido escolhida como protagonista, Hármori disse achar que Walter estava em busca de uma garota “bem solta” e que se sentiu bastante à vontade durante a experiência de trabalho com a equipe brasileira.
Giovanna Antonelli comentou a felicidade de poder trabalhar num projeto com Walter Carvalho e Leonardo Medeiros, elogiando assim os dois, e contou um pouco sobre o processo de construção da personagem Wanda e sobre o método de Walter em deixar os atores livres para criarem e se adaptarem ao espaço e ao mundo dos personagens.
Depois Walter comenta a generosidade de Chico Buarque em aceitar uma pequena participação no filme e diz que a equipe não teve a idéia apenas para atrair os fãs do compositor ao cinema, mas porque dentro do clima de metalinguagem que envolve filme e livro, a participação tem um significado especial: o autor pedindo um autógrafo ao personagem que criou. Em seguida o diretor comenta a comparação entre a adaptação de Budapeste e Estorvo – outro romance de Chico –, este último dirigido por Ruy Guerra. Assim, Walter fala da amizade e das longas conversas que trava com Ruy e o chama de “rei do plano-seqüência”, aproveitando para revelar a influência do amigo em seu trabalho, assim como o fato de que Budapeste seja um filme com menos planos que o normal, revelando não gostar da técnica do plano/contra-plano optando por pequenos plano-seqüência.
Seguindo a entrevista, Walter é questionado sobre trabalhar em conjunto com o filho, Lula Carvalho, ao que responde ser algo já quase instituído já que desde os tempos em que era ele o fotógrafo, Lula era quem cuidava do foco. Emendando então, o diretor responde também a já batida polêmica sobre a gratuidade das cenas de nudez – questão levantada pelo ator Pedro Cardoso durante o Festival do Rio 2008 -, já que Budapeste apresenta várias cenas desta natureza. Assim é que ele aproveita para diminuir a importância desta polêmica e nos contar sobre o trabalho da luz nestas mesmas cenas, cuja lateralidade do foco ajuda a preservar os atores e sua intimidade, tornando a nudez algo delicado e não necessariamente explícito. Interessante é que no trabalho de Lula Carvalho como fotógrafo de Feliz Natal – primeiro longa dirigido pelo ator Selton Mello – o trabalho de luz e a fotografia escura também priorizaram a proteção do trabalho do ator, segundo fala de Selton na época do lançamento.
Ao final e ainda falando sobre o tema da autoria, Walter Carvalho encerra a coletiva fazendo uma analogia entre a produção de um filme e o trabalho de uma orquestra sinfônica, cujos esforços individuais são coordenados sim pela batuta de um regente, numa coletividade de autorias que produzem aquilo que vemos como produto final.
O filme Budapeste estréia no dia 22 de maio.

Um texto menos subjetivo sobre o que escutei na coletiva de Budapeste. As fotos foram gentilmente sedidas pela amiga Erika Liporaci:

Aconteceu nesta terça a coletiva de Budapeste, uma das estréias nacionais mais aguardadas do mês de maio. Dirigido por Walter Carvalho e baseado no romance do escritor/compositor Chico Buarque conta a história do “ghost writer” José Costa cuja vida acaba sensivelmente alterada depois de uma parada forçada na cidade de Budapeste, capital da Hungria, cujo idioma – o húngaro – se transforma em uma espécie de obsessão e refúgio numa vida até então sem grandes surpresas. Estiveram presentes, além do diretor, a roteirista e produtora Rita Buzzar e o trio de protagonistas Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli e Gabriella Hármori. 

12052009027

Na chegada Giovanna mostrou-se muito simpática, assim como a húngara Gabriella que apesar da barreira do idioma foi bastante solícita. E como não poderia deixar de ser, a distância entre português e húngaro foi o tema da primeira pergunta dirigida ao protagonista Leonardo Medeiros que reiterou o que já havia dito em entrevistas anteriores sobre ter se limitado a compreender e interpretar da melhor maneira possível as falas de Costa, descobrindo logo de cara que não poderia aprender a língua húngara em 100 lições. O ator fez uma analogia entre o mistério desse idioma pertencente à família das línguas urálicas e a cadência da poesia.

Logo em seguida iniciou-se um debate a respeito da dualidade cinema comercial/cinema autoral, ao que Walter Carvalho respondeu que a carga autoral presente na confecção de Budapeste é grande e ultrapassa inclusive a sua função de diretor, já que está presente na produção do roteiro e até na singularidade de cada interpretação. Rita Buzzar, participando desta discussão, limitou-se a dizer que existem bons filmes e nada mais, sejam eles classificados como comerciais ou de autor. Ela prossegue afirmando que “cinema é risco” e que o sucesso não se pode prever, e exemplificando o fato fala da disparidade entre a quantidade de filmes lançados no espaço de um ano e a quantidade “daqueles que marcam sua permanência no imaginário do espectador comum”; e ainda sobre este espectador, Rita afirma que “é preciso produzir filmes com olhos generosos para conquistar o mundo”, e não apenas para agradar os amigos.

A discussão sobre autoria continua com uma segunda pergunta e Walter fala então sobre o plano cinematográfico como expressão do autor, já que “o plano define o cinema” nas palavras dele. O lugar que a câmera ocupa é a afirmação daquilo que o diretor gostaria de mostrar e “o ponto de vista é um território conquistado”, e é nesta atitude de conquista que reside a autoria.

Em seguida Gabriella Hármori é questionada sobre alguma dificuldade na interpretação da obra – ainda seguindo a linha da diferença entre os idiomas – e conta que uma tradução lhe foi entregue e que durante o processo de testes ela esteve em Paris e encontrou o livro entre os dez mais lidos. Sobre ter sido escolhida como protagonista, Hármori disse achar que Walter estava em busca de uma garota “bem solta” e que se sentiu bastante à vontade durante a experiência de trabalho com a equipe brasileira.

Giovanna Antonelli comentou a felicidade de poder trabalhar num projeto com Walter Carvalho e Leonardo Medeiros, elogiando assim os dois, e contou um pouco sobre o processo de construção da personagem Wanda e sobre o método de Walter em deixar os atores livres para criarem e se adaptarem ao espaço e ao mundo dos personagens.

Depois Walter comenta a generosidade de Chico Buarque em aceitar uma pequena participação no filme e diz que a equipe não teve a idéia apenas para atrair os fãs do compositor ao cinema, mas porque dentro do clima de metalinguagem que envolve filme e livro, a participação tem um significado especial: o autor pedindo um autógrafo ao personagem que criou. Em seguida o diretor comenta a comparação entre a adaptação de Budapeste e Estorvo – outro romance de Chico –, este último dirigido por Ruy Guerra. Assim, Walter fala da amizade e das longas conversas que trava com Ruy e o chama de “rei do plano-seqüência”, aproveitando para revelar a influência do amigo em seu trabalho, assim como o fato de que Budapeste seja um filme com menos planos que o normal, revelando não gostar da técnica do plano/contra-plano optando por pequenos plano-seqüência.

Seguindo a entrevista, Walter é questionado sobre trabalhar em conjunto com o filho, Lula Carvalho, ao que responde ser algo já quase instituído já que desde os tempos em que era ele o fotógrafo, Lula era quem cuidava do foco. Emendando então, o diretor responde também a já batida polêmica sobre a gratuidade das cenas de nudez – questão levantada pelo ator Pedro Cardoso durante o Festival do Rio 2008 -, já que Budapeste apresenta várias cenas desta natureza. Assim é que ele aproveita para diminuir a importância desta polêmica e nos contar sobre o trabalho da luz nestas mesmas cenas, cuja lateralidade do foco ajuda a preservar os atores e sua intimidade, tornando a nudez algo delicado e não necessariamente explícito. Interessante é que no trabalho de Lula Carvalho como fotógrafo de Feliz Natal – primeiro longa dirigido pelo ator Selton Mello – o trabalho de luz e a fotografia escura também priorizaram a proteção do trabalho do ator, segundo fala de Selton na época do lançamento.

Ao final e ainda falando sobre o tema da autoria, Walter Carvalho encerra a coletiva fazendo uma analogia entre a produção de um filme e o trabalho de uma orquestra sinfônica, cujos esforços individuais são coordenados sim pela batuta de um regente, numa coletividade de autorias que produzem aquilo que vemos como produto final.

12052009047

Budapeste estréia no dia 22 de maio.

*Para baixar Feijoada Completa cantada em húngaro, basta ir ao site oficial do filme.

Barravento na Cinemateca Uruguaya

Trechos de texto sobre Glauber Rocha quando da exibição de Barravento na Cinemateca Uruguaya
Estética da Fome:
“Estética da Fome: La mayor originalidad del cine latinoamericano ha de ser el hambre , sin que por ello se entienda um cine pobre, porque ‘al minar las estructuras, las supera cuantitativamente’.De onde concluye que la más auténtica manifestacion del hambre es la violência, que nos es signo de primitivismo y que fundamenta [sic] ‘estética’ que está impregnada de un amor brutal.”
Tipologia Estética:
· Estética comercial/popular – Hollywood
· Estética populista/demagógica – Moscú
· Estética burguesa/artística – Europa
· Estética popular – Latinoamerica
De inmediato reconoce que la estética a crear es todavia una utopia. Pero se puede empezar por rechazar el paternalismo, la solidariedad sentimental, la humillacion, la agressividad gratuita, los consejos.
La Magia:
(…) El cine mágico renace de las cenizas del cinema nuevo atrabes del misticismo libertador latinoamericano para convertirse en un cine sin contexto producido por cineastas iluminados.
Una práctica radical – la única capaz de reencontrar la fantasia del cine; la única capaz de reencontrarse com las massas mediante el lenguaje afectivo. Es uma magia más allá de la técnica.
Impresso em Cinemateca Uruguaya/D.L. 202.875 n°: 5958 (s/d)

 

barravento

 

Trechos de texto sobre Glauber Rocha quando da exibição de Barravento na Cinemateca Uruguaya

Estética da Fome:

“Estética da Fome: La mayor originalidad del cine latinoamericano ha de ser el hambre , sin que por ello se entienda um cine pobre, porque ‘al minar las estructuras, las supera cuantitativamente’. De onde concluye que la más auténtica manifestacion del hambre es la violência, que nos es signo de primitivismo y que fundamenta [sic] ‘estética’ que está impregnada de un amor brutal.”

Tipologia Estética:

· Estética comercial/popular – Hollywood

· Estética populista/demagógica – Moscú

· Estética burguesa/artística – Europa

· Estética popular – Latinoamerica

De inmediato reconoce que la estética a crear es todavia una utopia. Pero se puede empezar por rechazar el paternalismo, la solidariedad sentimental, la humillacion, la agressividad gratuita, los consejos.

La Magia:

(…) El cine mágico renace de las cenizas del cinema nuevo atrabes del misticismo libertador latinoamericano para convertirse en un cine sin contexto producido por cineastas iluminados.

Una práctica radical – la única capaz de reencontrar la fantasia del cine; la única capaz de reencontrarse com las massas mediante el lenguaje afectivo. Es una magia más allá de la técnica.

Impresso en Cinemateca Uruguaya (s/d)

Cê tá pensando que eu sou Lóki, bicho?

Só ontem conversando com a galera foi que lembrei da maior expressão de contentamento diante de um filme que eu presenciei numa sala de cinema. Foi no Odeon durante o Festival do Rio 08 na sessão de gala de Lóki, filme sobre Arnaldo Baptista, um dos irmãos que junto com Rita Lee gravaram na pedra da música o rock dos Mutantes. Foram uns 20 minutos de aplausos, gritos e um bocado de choro. Sendo assim há que se fazer um ajuste na minha lista de melhores/2008 e colocar o lóki de Arnaldo Batista e o pan-cinema de Wally Salomão juntos, dividindo com honra o prêmio do Lencinho de Ouro dos filmes mais emocionantes (e quiçá inspiradores) do ano que passou.

loki_arnaldo_baptista_-_cartaz

Loki – Arnaldo Baptista,2008 

» Direção: Paulo Henrique Fontenelle

» Gênero: Documentário

» Origem: Brasil

» Duração: 120 minutos

» Tipo: Longa