na periferia da cinelândia

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Arquivo para little joy

little joy

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agora sim vai rolar um “interpretando” little joy

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esquentando o tamborim/pensamento do dia

eu-sem-nariz

 

But as long as i don’t know

How to hang a Warhol

I’ll keep sketching birds

that are all like her

Very simple and true-uh 

like, you’ve know me to do

And if you like them, yeah

But if you don’t i’ts not bad

CAUSE I REALLY DON’T CARE!

#abraços: amarante&shapiro&moretti

Tem dias que a noite é boa: 3namassa tem cinema/sedução na veia.

Dentro da programação do Festival Humaitá Pra Peixe que rola aqui no Rio há 15 anos botando na mesa uma série de bandas que merecem ser conhecidas e degustadas, ontem rolou a noite de estréia da versão 2009 com show do 3namassa, projeto que mistura Pupilo e Dengue (respectivamente baterista e baixista do Nação Zumbi) e Rica Amabis (MPC e teclados, e do coletivo Instituto). O primeiro álbum dos caras – Na Confraria das Sedutoras – me conquistou pela proposta bonita: chamar uma série de compositores “novos” (Rodrigo Amarante, China e Lirinha, pra citar alguns) pra escreverem letras sob a ótica feminina, com um toque Serge Gainsbourg, e convidar várias garotas legais pra interpretá-las. Entre elas, Thalma de Oliveira, Céu e Pitty (cantoras que já trazem boa bagagem no circuito musical) além de abrir espaço pra que novas garotas legais sejam conhecidas, como Karine Carvalho e Lurdez da Luz do Mamelo Soundsystem. Colocando ainda Alice Braga, Simone Spoladore e Leandra Leal para mostrarem outras facetas. E é por aqui que o projeto, de alguma forma, faz uma ponte entre música e cinema. Tanto que o show ao vivo é intercalado com videoclipes e traz na concepção referências visuais ligadas também ao trabalho de gente como Carlos Zéfiro e Milo Manara, cartunistas que travaram essa discussão sensual-instigante sobre a relação homem-mulher, que nem o Serge. É cinema, música, e erotismo delicado, tudo numa coisa só!

3-na-massa-01

Se o álbum já é uma delícia de ser escutado, o show transcorre na mesma vibe: é impossível não pegar carona no groove e querer dançar. Mesmo sentada lá na Sala Baden Powell, dei um jeito e balancei seguindo à cadência dos caras e das gurias. Thalma de Freitas deu aquele tom diva-do-vozeirão, Lourdes da Luz esbanjou atitude, Geanine Marques mostrou voz forte aliada à timidez, enquanto Karine Carvalho encheu de doçura o teatro e fechou o show com beleza que é aquela música chamada Tatuí. O resultado foi mágico: vários casais pegando carona no barquinho do amor e trocando beijinhos, que lindo!

Redundâncias à parte, não dá pra deixar passar em branco: a atmosfera musical montada pela bateria instintiva do Pupilo, o super-baixo do Dengue, as intervenções do Amabis e a guitarra do Júnior Boca levaram o público à um nível acima e – pelo menos pra mim – sair de lá pisando em algodão foi a recompensa mais massa do dia (sem trocadilhos, ok).

E pra ver como 3namassa pode ser cinema também:

O negócio é começar agitando uma felicidadezinha e pensar no resto depois: ou seja, Let’s Make Love And Listen 3namassa, NOW!